Famílias da comunidade Mossoró seguem transição para o Bragança F3
Em coletiva de imprensa, Prefeitura apresentou o andamento da operação
Com parte das famílias já instaladas nas novas moradias do Conjunto Habitacional Bragança F3 desde a entrega das chaves realizada na última semana, a Prefeitura de Bragança Paulista deu início nesta segunda-feira, dia 1º de junho, à operação de desocupação da comunidade Mossoró e demolição das estruturas já desocupadas. A ação integra o processo de reassentamento dos moradores e marca o início da recuperação ambiental da área, conforme determinação judicial.
Durante coletiva de imprensa realizada no Paço Municipal, a Secretaria de Habitação apresentou o histórico de acompanhamento das famílias envolvidas na invasão bem como o cronograma da operação, que inclui o apoio logístico às famílias nas mudanças para as casas entregues pela CDHU, a demolição gradual das estruturas desocupadas e o posterior reflorestamento da área.O encontro também contou com a presença dos vereadores Bruno Leme, Camila Marino da Saúde, Gabriel Curió, Jocimar Scotti, Missionária Pokaia, Rafael Oliveira e Sidiney Guedes, além de representantes dos veículos de comunicação do município.
Segundo o secretário municipal de Habitação, Mateus Cruz, a operação representa a conclusão de um longo trabalho de planejamento e acompanhamento das famílias. “A gente chega agora à conclusão de um processo iniciado há 25 anos. Mais do que uma mudança física, estamos promovendo uma mudança de ciclo para essas famílias, que passam a contar com moradias adequadas, segurança e mais qualidade de vida”, destacou.
Comunidade Mossoró
A comunidade Mossoró está localizada em uma área de preservação ambiental ocupada irregularmente ao longo dos anos. A situação é objeto de uma ação judicial iniciada em 2020, que determinou ao Município e à CDHU a retirada das famílias, a desocupação da área e a recuperação ambiental do local.
Durante a coletiva, a secretária municipal de Assuntos Jurídicos, Dra. Thais Almeida Miana, explicou que a decisão já transitou em julgado e que a principal dificuldade era garantir uma alternativa habitacional adequada para os moradores antes da execução da medida. “Nós dependíamos da entrega das unidades habitacionais para que pudéssemos cumprir a decisão. Agora, com a disponibilização das moradias, foi possível iniciar esse processo de forma organizada e segura”, afirmou.
Das 47 unidades existentes na comunidade Mossoró, 42 eram ocupadas por famílias residentes no local. Destas, 38 foram contempladas com unidades habitacionais no Bragança F3 e outras três serão atendidas pelo programa municipal de auxílio-aluguel durante o período de transição. A secretária também reforçou que nenhuma família será retirada sem atendimento adequado.
Paralelamente às mudanças, teve início o processo de demolição das estruturas já desocupadas, medida necessária para evitar novas ocupações e garantir o cumprimento integral da decisão judicial. Os trabalhos ocorrerão de forma gradual, acompanhando a saída dos moradores e seguindo cronograma definido pelas equipes técnicas.
O secretário municipal de Ação e Desenvolvimento Social, Marcos Roberto dos Santos, destacou o impacto da iniciativa para as famílias atendidas. “Hoje começa um novo ciclo para essas famílias. Ter uma moradia digna significa muito mais do que possuir uma casa. Significa construir um lar, oferecer segurança para os filhos, estabilidade para os idosos e melhores condições para o desenvolvimento familiar”, afirmou.
A operação mobiliza equipes das secretarias municipais de Habitação, Serviços, Segurança e Defesa Civil, Meio Ambiente, Saúde e Ação e Desenvolvimento Social (SEMADS), além da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar. O acompanhamento das famílias segue sendo realizado pela rede socioassistencial do município, tendo como referência o CRAS Águas Claras para orientações, encaminhamentos e demais atendimentos necessários durante o período de transição.
Após a conclusão das demolições, a área passará por um processo de recuperação ambiental, incluindo a remoção dos resíduos e o reflorestamento da região.