Bragança Paulista avança em resiliência climática e consolida estratégia de prevenção a riscos ambientais
A cidade de Bragança Paulista apresenta alto nível de preparo para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, segundo indicadores da plataforma AdaptaBrasil, desenvolvida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os dados apontam nota 0,89 na capacidade de adaptação a enchentes, enxurradas e alagamentos e 0,9 no indicador relacionado a deslizamentos de terra, ambos classificados como “muito alto”.
Os resultados colocam o município em posição de destaque no cenário nacional, especialmente diante do contexto em que dois terços das cidades brasileiras ainda apresentam baixa ou muito baixa capacidade de adaptação a eventos extremos relacionados às chuvas. A escala utilizada pelo levantamento vai de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior o nível de preparo.
Esse desempenho está diretamente relacionado ao conjunto de ações já em andamento no município e ao fortalecimento do planejamento integrado voltado à prevenção de riscos climáticos.
Comitê sobre Mudanças Climáticas
Entre essas iniciativas está o Comitê Municipal Intersecretarial sobre Mudanças Climáticas, instituído pelo Decreto nº 4.753, de 16 de julho de 2025. O grupo reúne diferentes secretarias e órgãos da administração pública, como Meio Ambiente, Obras, Serviços, Planejamento, Habitação, Saúde, Educação e Segurança, com o objetivo de integrar decisões e ampliar a capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos.
Na mesma linha de atuação, foi lançado o programa “De Olho na Chuva: o tempo muda, Bragança age antes”, considerado o maior projeto de enfrentamento às mudanças climáticas já desenvolvido no município. A iniciativa foi apresentada no Centro Cultural Prefeito Jesus Chedid e reúne um conjunto de obras e ações preventivas de curto, médio e longo prazo.
Entre as medidas já em execução estão a limpeza contínua de piscinões, ribeirões e córregos, além do alargamento de pontes e a retirada de pontos de estrangulamento no sistema de drenagem.
Também fazem parte do planejamento intervenções estruturais como o desassoreamento do Lago do Taboão, que está em andamento, por exemplo. O conjunto dessas ações deve ampliar significativamente a capacidade de retenção de água no município.
Plano Municipal de Redução de Riscos
Outro instrumento importante nesse processo é o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), apresentado nesta semana pelo Instituto de Pesquisas Ambientais do Estado de São Paulo (IPA) em parceria com a Prefeitura. O estudo conjunto identifica áreas mais vulneráveis a deslizamentos, inundações, erosões e solapamentos, oferecendo base técnica para orientar obras, prioridades de investimento e planejamento urbano.
A combinação entre os bons indicadores de adaptação climática, a atuação do comitê intersecretarial, a implementação do PMRR e o avanço do programa “De Olho na Chuva” consolida uma estratégia integrada de prevenção e gestão de riscos.
Impostante ressaltar que esse conjunto de ações reforça o foco na antecipação de problemas, na redução de impactos de eventos climáticos extremos e na construção de uma cidade mais preparada, com planejamento contínuo e ações estruturais voltadas à segurança da população.


