Exposição “Ocê Ano” reúne estudantes bragantinos para comemorar o Dia Mundial da Água

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, nesta sexta-feira (22/03) o Grupo Matilha, idealizador da exposição “Ocê Ano”, promove dois encontros temáticos com estudantes da Escola Municipal Dr. Jorge Tibiriçá e público geral no Centro Cultural Prefeito Jesus Chedid.

 

O bate-papo, conduzido pelo curador da exposição Oscar D’Ambrosio, abordará dois temas, “Pescando em Águas Turvas”, às 9h30, e “A água que move meu moinho”, às 15h.

 

“O objetivo destas conversas com os alunos da rede educacional é discutir como o tema da água é abordado por diversos artistas visuais, já que cada um utiliza diferentes materiais e técnicas para interpretar a maneira como se relaciona com o tema, mais emocional ou racional, mas sempre utilizando a sua criatividade”, diz Oscar.

 

A temática da mostra, que reúne pinturas, colagens, desenhos, aquarelas, gravuras, esculturas, arte têxtil, modelagem, instalação e videoarte, como também várias técnicas e materiais como plástico bolha, lona, madeira de descarte, vidro, alumínio, guizo de vara de pesca, azulejos, tiras de tecido, entre outros, está alinhada à iniciativa "Década dos Oceanos", que convoca pessoas de todo o mundo a se envolver e colaborar fora das suas comunidades tradicionais em favor dos oceanos e seus desafios de sustentabilidade.

Os oceanos do mundo, Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico, estão degradados por uma “poluição de plástico” composta por cerca de 171 trilhões de partículas de plástico, totalizando em cerca de 2,3 milhões de toneladas, de acordo com um novo estudo publicado na revista científica Plos One. Neste desastre ambiental, não só a vida marinha está em perigo, mas todo o planeta que é aquecido pela poluição gerada pelos produtos químicos tóxicos na água.

Exposição “Ocê Ano”

Composto por artistas e curadores de 11 cidades, Minas Gerais, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e do Distrito Federal, o Grupo Matilha retrata a beleza das tartarugas marinhas, do peixe-boi, da água viva, dos coloridos corais, mas também a pesca ilegal e o pedido de socorro dos oceanos.

 

A exposição, que pode ser visitada até o dia 1º de maio, conta também com artistas convidados: Bily Gibbons (um dos fundadores do Matilha), Tania de Maya Pedrosa (Maceió/AL), Frei Pedro Pinheiro (Itatiba/SP), Luka Fagundes (Socorro/SP), e os artistas bragantinos Ana Roberta Lima, Bia Raposo, Fábio Delduque e Nirceu de Bragança. O catálogo apresenta ainda reflexões dos críticos de arte Sandra Makowiecky e Carlos Perktold, que integram o Grupo.

 

Além das obras individuais, o Matilha fez uma instalação coletiva especialmente para o Centro Cultural Prefeito Jesus Chedid, que lembra os rios voadores. “Formados pelos grandes fluxos aéreos de vapor que vêm de áreas tropicais do Oceano Atlântico, conduzidos pelos ventos alísios para o continente, os rios voadores são alimentados pela umidade vinda da transpiração das árvores da Amazônia. Quando chove na floresta, a água desses rios é devolvida para a atmosfera em forma de vapor e um pouco do ‘Ocê Ano’ chove na mata”, explica Marinilda Boulay, artista do Grupo.

Segundo Oscar D’Ambrosio, as obras apresentadas têm como preocupação reverter o ciclo de declínio na saúde dos oceanos e criar melhores condições para concretizar o seu desenvolvimento sustentável. Ele explica que a divisão da palavra “Oceano” em “Ocê Ano” busca estimular o diálogo com os visitantes, propondo uma participação e interação do público com o artista criador e a obra proposta, ou seja, deixando de ser mero observador para se tornar uma parte integrante do processo expositivo.

 

“Tratar o Oceano como Ocê indica uma intimidade com um mundo de extensão de água salgada que corresponde a 97% da hidrosfera e a 71% da superfície do planeta. Nos 10 anos da ‘Década do Oceano’, mergulhar nas conotações do tema é um ato de diálogo pessoal e coletivo que conecta indivíduos, sociedade, natureza e universo”, afirma Oscar D’Ambrosio.

 

Com realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do ProAC (Programa de Ação Cultural), o projeto “Itinerância Ocê Ano”, sob curadoria de Oscar D’Ambrósio, compreende diversos formatos: produção de um curta-metragem; atividades de formação e capacitação em formato virtual; catálogo completo da exposição, com mil exemplares impressos que serão distribuídos aos museus; e lives com 19 artistas do Grupo Matilha.

 

Nestes encontros on-line, os artistas vão compartilhar com o público o processo criativo das obras e suas conexões com o conceito da exposição, que em maio segue para o Museu do Sol, em Penápolis (SP). Mais informações, a programação completa e a exposição virtual estão no site: www.totemcultural.org.br/expo.

 

SERVIÇO

Exposição ‘Ocê Ano’

Data: 16 de março a 01 de maio

Local: Centro Cultural ‘Prefeito Jesus Adib Abi Chedid’ - Rua Conselheiro Rodrigues Alves, 251 - Centro - Bragança Paulista/SP

Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

Entrada gratuita

Informações: (11) 4034-6570 / totemcultural.org.br/expo/oce-ano/

Exposição virtual: totemcultural.org.br/expo/catalogo_catalog_oce-ano/

 

Comemoração “Dia Mundial da Água”

Data: 22 de março (sexta-feira)

9h30: “Pescando em Águas Turvas”

15h: “A água que move meu moinho”

Local: Teatro Carlos Gomes - dentro do Centro Cultural ‘Prefeito Jesus Adib Abi Chedid’ - Rua Conselheiro Rodrigues Alves, 251 - Centro - Bragança Paulista/SP

Entrada livre

Palestrante: Oscar D’Ambrosio, curador da exposição, pós-doutor e doutor em Educação, Arte e História da Cultura, mestre em Artes Visuais, jornalista, graduado em Letras e crítico de arte

 

 

O Grupo Matilha

Criado em abril de 2020, durante a pandemia do Covid-19, o Grupo Matilha é composto por artistas, críticos de arte e curadores em processo. Originários de diferentes partes de nosso imenso país, os membros souberam romper o isolamento social com reuniões semanais on-line, e seguem acreditando na potência transformadora da arte e na busca de superação das adversidades. Insistindo com muita disposição em sair da banalização dos dias, criando uma história que promove a união através da arte.

Integram o Grupo 19 artistas, um coletivo, três curadores e críticos de arte de 11 cidades, de 4 Estados (Minas Gerais, Piauí, Santa Catarina e São Paulo) e do Distrito Federal. São eles: Alex Állen; Ana Maria Reis; Coletivo Ateliê Conexões: Adriano Gambim Rocha, Antonio Edson e Sergio Andrejauskas; Carlos Perktold; Cibele Pilla; Claudia Seber; Débora Amaral; Dimitri Lee; Elsa Farias; Laura Ancona Lee; Lica Cruz; Marcelo Lopes; Marinilda Boulay; Mauricio Ferreira; Oscar D’Ambrosio; Rogerio Morais Martins; Sanagê, Sandra Makowiecky e Selma Bombachini.

O Grupo Matilha, diverso, inclusivo e plural, tem a missão de estabelecer, de maneira crítica e criativa, diálogos entre passado e presente, culturas e territórios, a partir das artes visuais. Para tanto, busca ampliar, preservar, pesquisar e difundir suas ações, bem como promover o encontro entre públicos e arte, por meio de experiências transformadoras e acolhedoras.

Suas primeiras exposições enquanto grupo foram realizadas no Museu Municipal de Socorro/SP: “Matilha: na pegada das artes” (16 de julho a 24 de setembro de 2022) e “Ocê Ano” (25 de março a 13 de maio de 2023), sendo que esta última circulou ainda em diferentes espaços e cidades, como Embu das Artes (SP), Centro Cultural Santo Amaro (SP), Catanduva (SP) e na Escola Concept, situada na capital paulista. E, em 2024, será apresentada em Bragança Paulista (SP) e Penápolis (SP), com realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do ProAC (Programa de Ação Cultural). Para mais informações sobre o grupo acesse: totemcultural.org.br/expo/matilha/.

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