Bragança Paulista sedia reunião do Conselho Gestor Unificado de três APAs

Bragança Paulista foi a sede, na última sexta-feira (17/1), da 6ª reunião ordinária do Conselho Gestor Unificado das APAs Piracicaba/Juqueri Mirim Área II, Sistema Cantareira e Represa Bairro da Usina. O foco principal do encontro foi a apresentação de mapeamento dos remanescentes de vegetação nativa na região.

Participaram da reunião a Secretária Municipal de Meio Ambiente, Nádia Zacharczuk, anfitriã; José Fernando Calistron Valle, Engenheiro Agrônomo Analista de Recursos Ambientais da Fundação Florestal e Gestor das APAs; Cid Augusto Granado Soares, Coordenador do Escritório de Apoio Técnico de Atibaia da Diretoria da Bacia do Médio Tietê do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica); os representantes da empresa Geonoma Florestal, Bruna Leone Gagetti, Lygia Gago Miolaro e Athos Geraldo da Silva; além de membros do conselho.

Essa foi a primeira reunião presencial de retomada das atividades. As demais foram on-line. A Prefeitura de Bragança Paulista cedeu o espaço para o encontro. A empresa Geonoma Florestal apresentou o projeto de delimitação de remanescentes da flora nativa e da fauna silvestre na área de proteção ambiental APA Piracicaba/Juqueri-Mirim Área II, que inclui total ou parcialmente os municípios de Amparo, Bragança Paulista, Campinas, Holambra, Jaguariúna, Joanópolis, Mairiporã, Monte Alegre do Sul, Morungaba, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pedreira, Piracaia, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Tuiuti e Vargem; Envolve as sub-bacias dos rios Atibainha, Atibaia, Jaguari e Camanducaia, além de outras menores.

De acordo com José Fernando, representante da Fundação Florestal, esse mapeamento estava previsto em convênio firmado entre a fundação e o DAEE. A Geonoma foi contratada para realizar o estudo. “Foi apresentado trabalho desenvolvido há quase cinco meses, que é de mapeamento, delimitação dos remanescentes da flora nativa da região das APAs. Esse material deve servir de referência não só da gestão ambiental mas também da gestão das APAs, áreas agrícolas, com vistas na proteção dos recursos hídricos”, explicou o representante da Fundação Florestal.

A Fundação Florestal é que deve agora aplicar o material para as ações e as prefeituras receberão mapas individuais de seus municípios, com informações que devem colaborar com a gestão ambiental e a tomada de decisões.

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, o conselho gestor das APAs é de suma importância para a região por coordenar, por exemplo, projetos que objetivam a recuperação das APPs de nascentes e cursos d’água, ações importantes para a produção de água para o Sistema Cantareira. Nessa reunião, foram apresentados os primeiros resultados de um novo mapeamento de fragmentos florestais que servirão como "ponto de partida" para a delimitação das áreas prioritárias para recuperação.Com isso, a Secretaria do Meio Ambiente conseguirá identificar as áreas de APPs (Áreas de Proteção Permanente) que ainda estão sem matas, as quais são prioritárias para o plantio de matas ciliares.

17.12.2021 Bragança Paulista sedia reunião do Conselho Gestor Unificado de três APAs (2)